Mapeamento de Comitês (auto-post)

Mapeamento de Comitês Regionais, Estaduais e Municipais rumo à Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver

Este mapeamento está sendo realizado pelo Comitê Internacional da Marcha das Mulheres Negras com o objetivo de fortalecer a mobilização em todo o Brasil e no mundo. Queremos identificar e conectar os Comitês Regionais, Estaduais e Municipais que estão organizando ações para a Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, ampliando a articulação e garantindo que nossa luta ecoe em cada território.

Se você faz parte de um comitê ou conhece alguma organização envolvida, preencha este formulário e ajude a construir essa grande rede de resistência e transformação! ✊🏾🔥


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Atualizações em primeira mão!

A Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver é um movimento construído por mulheres negras de todo o Brasil, de diferentes gerações, territórios e contextos sociais.

Conheça o Manifesto Econômico da Marcha das Mulheres Negras

Manifesto Econômico da Marcha das Mulheres Negras é um projeto político e coletivo.

Projeto, porque se propõe a projetar um novo marco na forma como as relações econômicas estão estabelecidas no Brasil.

Político, pois mesmo em um contexto de graves retrocessos civilizatórios, reafirma a urgência da reparação e do Bem Viver para a regeneração das relações sociais, políticas e econômicas da população negra com o Estado e suas instituições, empresas, financiadores, filantropos, organizações da sociedade civil e demais atores do arranjo institucional brasileiro.

Coletivo, pois foi redigido por muitas mãos; mobilizou mais de 300 mulheres negras de todas as regiões do Brasil, por meio de 6 oficinas virtuais5 entrevistas e mais de 200 contribuições assíncronas — recebidas por formulário, revisões de texto e e-mails.

Foi construído com muito respeito, buscando honrar os diversos saberes, experiências e perspectivas. Mas reconhece suas limitações e, por isso, se estrutura sob a premissa de constante evolução; buscando servir como o ponto de partida para o reposicionamento da interseção entre raça, gênero e economia no campo nacional e internacional.

Nós, mulheres negras, trabalhadoras deste país, erguemos nossas vozes para disputar os rumos da economia do Brasil: um país que é nosso, mas que constrói sua riqueza sobre nós sem nos reconhecer no centro.

Somos muitas e múltiplas. Somos mães, chefes e arrimos de família, de todas as orientações sexuais e identidades de gênero. Somos filhas de trabalhadoras domésticas, camelôs, agricultoras, parteiras, marisqueiras e pescadoras. De enfermeiras, professoras, cuidadoras e cozinheiras.

De costureiras, operárias, artesãs e trabalhadoras do serviço público. De mães de santo, líderes comunitárias e tantas outras que, em múltiplas frentes, sustentaram e sustentam o país com seu trabalho. Dos pequenos negócios, nas casas de família, nas empresas, no serviço público e na filantropia; das águas, florestas, dos quilombos, dos terreiros, do campo e da cidade.

Somos nós mesmas, essas trabalhadoras, que sustentam o dia a dia do país em jornadas invisibilizadas e desiguais. A economia brasileira se constrói sobre nossos corpos e territórios, mas raramente nos reconhece como sujeitas centrais dessa história. É da nossa realidade, marcada por raça, gênero, classe, sexualidade e territorialidade, que emerge a força de um outro horizonte econômico.

Somos nós que seguimos erguendo um Brasil que ainda não existe, mas que já está sendo semeado por nossas mãos.

Por isso, erguemos também nossas propostas em sete eixos que reúnem reivindicações e caminhos para transformar a economia brasileira e a vida das mulheres negras, apresentados a seguir. Boa leitura!

Manifesto Econômico da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver

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